Trump afirmou que o estreito ficará “totalmente aberto” até sexta-feira, mas continuam por decidir aspetos-chave, incluindo quem irá gerir esta via marítima vital.
Irão e Estados Unidos informaram que navios voltaram a atravessar o estreito de Ormuz, com o presidente norte-americano Donald Trump a garantir que a vital rota petrolífera estará “completamente aberta” até sexta-feira, embora continue por esclarecer quem a irá gerir e de que forma. Saiba mais no Link.: https://pt.euronews.com/2026/06/16/navios-voltam-a-atravessar-o-estreito-de-ormuz-
A reabertura de um dos mais importantes estrangulamentos energéticos do mundo é o elemento crucial para pôr fim a meses de guerra mortífera e turbulência económica, desencadeadas pelos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão no final de fevereiro. Saiba mais no Link.: https://www.reuters.com/world/
Depois de Washington e Teerão terem anunciado no domingo um acordo para pôr fim à guerra com o Irão, levantaram-se dúvidas sobre o futuro de Ormuz, apesar do aparente otimismo do presidente norte-americano, que apelou aos “navios do mundo” para “ligarem os motores” e “deixarem o petróleo fluir”.
Ainda assim, Trump afirmou na madrugada de terça-feira que “os navios estão a atravessar e começar a movimentar-se, muitos carregados com petróleo, para fora do estreito de Ormuz”, acrescentando mais tarde que não acredita que os EUA precisem de muita ajuda” para manter a passagem aberta.
Os meios de comunicação iranianos aparentemente confirmaram as declarações de Trump, ao relatarem na noite de segunda-feira que três petroleiros e dois cargueiros carregados atravessaram a zona que esteve sob bloqueio naval dos EUA. Saiba mais no Link.: https://www.foxnews.com/world
Trump anunciou inicialmente no domingo que a via marítima crucial tinha sido reaberta com o levantamento do bloqueio naval norte-americano. Mais tarde recuou, afirmando que isso ficava pendente da assinatura do acordo, prevista para sexta-feira, na Suíça.
O estreito de Ormuz tem cerca de 38 quilómetros de largura no ponto mais estreito, o que significa que tanto o Irão como Omã já operam na via marítima por onde passa, em condições normais, um quinto das exportações mundiais de petróleo e de GNL, além de outras cargas.
Desde o anúncio do acordo, no domingo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irão cobrará taxas de serviços marítimos e não portagens à navegação que atravessa Ormuz.
O Irão tinha bloqueado o estreito desde o início da guerra, fazendo disparar o preço do petróleo e alimentando receios de um prolongado choque inflacionista. Os EUA responderam bloqueando também o tráfego de e para os portos iranianos.
Enquanto o mundo aguarda a assinatura oficial do acordo-quadro na sexta-feira, um alto responsável da administração norte-americana adiantou que Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, já assinaram o texto por via eletrónica.
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